Todo trabalho das construtoras deve-se a provável recuperação do setor, que pode tornar a disputa ainda mais acirrada no futuro

Parece que o setor de construção começa a respirar aliviado após o período conturbado da crise econômica. As empresas captaram R$ 4,4 bilhões, por meio de oferta de ações da bolsa de valores, para pagar antigas dívidas, reforçar o capital de giro e expandir os negócios.

Luiz França, presidente da Associação Brasileira de Incorporadoras (Abrainc), declarou “o que tem sustentado as captações é a mudança do ponto de vista dos investidores institucionais, inclusive de estrangeiros, sobre o quadro econômico do Brasil. A nova avaliação é de que o ambiente está melhor no país e que o mercado imobiliário vai tirar proveito disso”.

Um mar de ofertas

A confiança dos investidores quanto a situação econômica está rendendo frutos! Segundo as informações contidas no site da Revista Exame, desde o início do ano houveram oito ofertas, todas subsequentes: Tecnisa, Trisul, Eztec, Gafisa, LPC, Cyrela Commercial Properties e Log Commercial Properties. A BR Properties está na fila de espera, assim como a JHSF. A Kallas estuda uma proposta inicial de ações para o início de 2020.

Especialistas confiantes

O diretor da Eztec, Emílio Fugazza, acredita que alguns fatores prenunciam o aumento da procura por imóveis. A queda das taxas de juros e aprovação das reformas são aspectos essenciais para diminuir o número de desempregados e esquentar a economia. A empresa é responsável pela maior captação deste ano, até o momento, com R$ 979 milhões no mercado financeiro. O objetivo da instituição é adquirir terrenos e participar de projetos de outras companhias.

Gustavo Cambauva e Elvis Credendio, membros da equipe de analistas de construção civil do BTG, estão confiantes com a retomada do setor. “Acreditamos que um novo ciclo imobiliário está apenas começando, e a concorrência hoje é muito mais suave do que no passado. Esperamos que as empresas listadas na bolsa, mais profissionalizadas, devem se beneficiar muito nesse ciclo”.

Planos para o futuro

A Log Commercial Properties pretende ampliar o número de galpões logísticos até o ano de 2024, para que as empresas possam utilizá-los como depósito. Já a Cyrela Commercial Properties planeja desenvolver novos projetos comerciais.