O consórcio de imóveis é visto como uma alternativa interessante para quem não consegue comprar uma propriedade à vista.

Adquirir um imóvel ainda é uma realidade distante de muitos brasileiros. Por esse motivo, tornou-se comum recorrer ao consórcio imobiliário. De acordo com a ABAC (Associação Brasileira de Administradoras de Consórcio), já são 7 milhões de consorciados no país. A alternativa é vista como tábua de salvação para quem busca concretizar o sonho da casa própria.

Como funciona o consórcio

Torna-se atrativo por se tratar de um financiamento em conjunto, no qual os interessados pagam parcelas mensais para a administradora, responsável por gerenciar o dinheiro. Quando as parcelas atingem o valor determinado, um dos integrantes é sorteado e, através de uma carta de crédito, pode adquirir o imóvel (casa nova ou usada, apartamento ou terreno).

Investimento para quem não tem pressa

Quando comparado ao financiamento tradicional, o consórcio ganha destaque por não cobrar juros, e ser menos burocrático. Entretanto, há uma taxa de administração, e as parcelas podem sofrer reajustes uma vez por ano. É interessante ressaltar que este tipo de negócio não é o ideal para quem tem pressa, pois ele pode durar de 10 a 15 anos e, mesmo após ser contemplado, é necessário continuar pagando as parcelas até que todos os membros sejam premiados. A propriedade pode ser apreendida se o proprietário deixar de pagá-las após ter sido sorteado. Se estiverem atrasadas, virão com juros e, em alguns casos, aplica-se uma multa, e tudo deve ser quitado até o próximo sorteio. Se não for resolvido, o integrante pode até ser expulso do grupo.

Como ocorrem os sorteios

A administradora é responsável por unir as pessoas que desejam um imóvel, e o consórcio se inicia ao atingir um número mínimo de participantes. Ela envia os boletos para os integrantes, mensalmente. Dependendo da propriedade em questão, as parcelas podem variar. É comum realizar assembleias para discutir o andamento do consórcio e, são nessas ocasiões, que acontecem os sorteios. Também é possível ser contemplado, nesses encontros, dando lances como em um leilão. Quem oferecer mais dinheiro, leva a melhor e, se este não for o caso, é possível recuperar o dinheiro ou utilizá-lo para quitar as próximas cobranças.

Dá para desistir do consórcio?

Se o integrante quiser desistir, há algumas opções: é possível passar a participação para outra pessoa (que irá comprar a cota), buscar outro item que está sendo sorteado pela administradora e fazer a substituição, ou solicitar a exclusão do grupo. Neste último caso, o membro pagará uma multa e terá que aguardar para ser sorteado. Assim, é possível recuperar o dinheiro.

Busque uma administradora de confiança

É essencial que você confie na administradora que escolher. Ela deve ter autorização do Banco Central para operar, fará toda a mediação da quantia e até mesmo a compra do imóvel quando o integrante for contemplado. A propriedade pode ser adquirida até o fim do consórcio e, se o membro optar por não adquirir naquele momento, o valor da carta de crédito ficará retido em uma conta poupança.

Por ser visto como uma alternativa viável, o consórcio tem ganhado cada vez mais adeptos. Verifique se este tipo de negócio se encaixa no seu perfil e ao que tem buscado. Como todo investimento, é necessário que todos os pontos sejam avaliados para que se faça a melhor escolha.