Os apartamentos compactos ganharam espaço nas metrópoles e temos cada vez mais adeptos a novidade, mas será que tem perigo do investimentos nos levar a uma bolha imobiliária?!

Atualmente, é comum caminhar pelas ruas da cidade e encontrar prédios com apartamentos compactos (até 40 metros quadrados). Esse tipo de empreendimento está em todos os bairros, principalmente, na região central. Tem sido procurado por jovens que vivem sozinhos, famílias pequenas e investidores, que enxergam no imóvel uma ótima oportunidade de fazer negócio. A correria do dia a dia faz com que as pessoas busquem por residências mais próximas ao trabalho, ou com fácil acesso ao transporte público. A dificuldade de deslocamento é uma realidade, especialmente, em São Paulo.

Os números não erram

Conforme pesquisa realizada pelo Grupo Zap, entre 2013 e 2019 foram lançados, aproximadamente, 55 mil unidades de microapartamentos, com até 40 metros quadrados, em São Paulo. A localização do imóvel é fator relevante na hora da escolha, e grande parte dos apartamentos localizados na região central da cidade estão ocupados. Mesmo assim, as construtoras esperam que estes empreendimentos popularizem-se em todos os bairros, e até em municípios próximos.

Tendência x Crise

Apesar do inegável sucesso dos apartamentos compactos, alguns especialistas sugerem cautela. Há tantos empreendimentos prontos e outros que estão sendo construídos, ao mesmo tempo, que o excesso de imóveis disponíveis poderia resultar em uma bolha imobiliária. Mauro Teixeira, sócio-diretor da TPA Empreendimentos, afirmou que no ano passado foi necessário fazer uma promoção. O crescente número de lançamentos e de distratos ocasionaram em descontos de até 16% em unidades de 28 metros quadrados. Isso aconteceu porque alguns compradores de imóveis na planta desistiram de adquiri-los, devido à crise econômica. Assim, os microapartamentos foram devolvidos e estão com o valor reduzido.

Sucesso em todo o mundo

Vários países aderiram à tendência dos apartamentos compactos, e o Brasil segue na mesma direção. De acordo com a economista Deborah Seabra, do Grupo Zap, os locais adicionais dos prédios como, por exemplo, área de lazer completa e espaços coletivos, complementam a metragem reduzida do imóvel. O sucesso dos microapartamentos não exclui a procura e comercialização de imóveis maiores, mas atende, diretamente, às novas gerações.